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quinta-feira, 8 de maio de 2008

O bárbaro tratamento aos judeus(1492)

Na sequência do édito de expulsão dos judeus a 31 de Março de 1492, através do qual foram expulsos de Castela todos os judeus não baptizados, concedendo-lhes um prazo de 4 meses para regularização da sua situação.

Hipocritamente permitiam-lhes dispor dos bens, por venda ou doação, admitindo mesmo que pudessem leva-los desde que transportáveis, bem entendido, desde que não se tratasse de ouro prata ou moeda, que seriam trocados por letras de câmbio, ou mercadorias cuja exportação não fosse proibida.

O não cumprimento desta Lei equivaleria à pena de morte e ao confisco de todos os bens.

Tudo foi vendido ao desbarato e o êxodo foi enorme e demasiado trágico. Alguns seguiram para Itália em pequenos barcos atacados por uma epidemia ou pela pirataria, pereceram quase todos. Melhor sorte não tiveram os que optaram por Marrocos ainda com requintes de maior malvadez, ou pela Grécia e Turquia.

Negociaram com D.João II a vinda para Portugal, que espreitou ali a oportunidade dum bom negócio, sem qualquer tipo de sentimento humanitário, diga-se, mas que realmente também não era o paradigma da sociedade daquela época.

D.João II permitiu a entrada dos judeus, lançando um imposto de 8 cruzados por cabeça, a pagar em 4 prestações suaves, isentando somente as crianças de colo.

Os técnico, diga-se os oficiais mecânicos (latoeiros,armeiros, etc), pagavam apenas metade.

Este período de permanência, foi proposto por 8 meses, findo o qual Portugal se comprometia a promover o transporte para o País que quisessem, à custa de quem estivesse interessado, claro.

Este período foi para mim, um dos mais violentos e cruéis da nossa História, para além da avultada quantia que a coroa arrecadou com esta operação.

Naturalmente que, como nem todos os judeus podiam pagar, tentaram entrar clandestinamente no País. Quando encontrados a população fanatizada, espancavam.nos brutalmente, muitas vezes até á morte.

Mas o mais vergonhoso foi quando o rei faltando à sua palavra, em vez de conduzir os judeus ao país de sua preferência, os atirou em massa para Marrocos onde se sabia a sorte que os esperava, depois de roubados os bens e violadas as mulheres e crianças.

Pior ainda, o destino que D.João II deu aos filhos menores dos judeus, enviado-os para a ilha de São Tomé, depois de baptizados e "apartados das suas famílias fossem bons cristãos" e em crescendo pudessem povoar a ilha.

Os que não tinham dinheiro para abandonar o País, foi fácil a solução, foram vendidos ou oferecidos como escravos.


  • Junho-Abraão Zacuto vem para Portugal

Sábio judeu, grande astrónomo.

Nasceu em Salamanca em 1450, aproximadamente, e faleceu em 1510.

Foi catedrático de astronomia na Universidade da sua terra natal, e mais tarde na de Saragoça o em Cartagena. Quando os judeus foram expulsos do Espanha veio para Portugal, onde teve grande valimento junto de D. João II e principalmente de D. Manuel, de quem foi cronista e astronomo.

Atribui-se à sua influência para com el-rei D. Manuel, a carta de alforria que este monarca no princípio do seu reinado, concedeu aos judeus.

Auxiliou com os seus conselhos a expedição de Vasco da Gama, e inventou alguns instrumentos náuticos. Quando se deu a expulsão dos judeus em Portugal, procurou segurança em Tunis, mas viu-se reais tarde obrigado a fugir para a Turquia, onde morreu.


Escreveu o Bi'ur Luhot que foi traduzido pelo seu discípulo José Vizinho com o nome do Almanach perpetuum. A sua obra mais importante, intitulada: Sepher Juchasin (Livro das linhagens), foi pela primeira vez impressa em Constantinopla, no ano de 1566, e nela se encontram curiosas notícias a respeito da história religiosa da nação dos israelitas e a respeito dos rabinos que viveram até 1500 e dos violentos ataques contra o cristianismo.

Transcrito por Manuel Amaral
Créditos ;Génios inesquecíveis


domingo, 27 de abril de 2008

D.Jorge de Lencastre(1492)

Já foi referido anteriormente as consequências da morte do infante D.Afonso, nos planos reais da sucessão ao trono.

D.João II e sua mulher D.Leonor para além dum filho morto à nascença, apenas haviam gerado o príncipe D.Afonso, não havendo portanto outro descendente, que se perfile na linha de sucessão.

O rei havia antes de casar, da sua relação com D.Ana Furtado de Mendonça, tido um filho D.Jorge de Lencastre, nascido em Abrantes em Agosto de 1481,e mais tarde em 1485, uma filha bastarda de nome Brites Anes.

Naturalmente que o rei pretendeu desde logo "promover" D.Jorge à condição de
herdeiro, até porque D.Jorge já residia junto da corte, onde, como diziam os cronistas Foi tão bem aceite de todos, que até a Rainha D. Leonor, esquecidas antigas afrontas, não só recebeu afectuosamente o bastardo do marido, como quis agasalha-lo em sua casa para acabar de o criar.”

A morte do príncipe D. Afonso, veio alterar porém esta situação, tendo D. Jorge saído da Corte, até 12 de Abril de 1492 quando foi nomeado “governador e perpétuo administrador” das Ordens de Santiago e Avis, pois D. João II mandou retirar o filho da corte para não fazer sofrer a rainha, disse, justificando-se.

A verdadeira justificação desta aparente mudança de atitude, deveu-se ao feitio desconfiado, mas também cauteloso de D.João II, temendo que algo pudesse acontecer a ambos, resolveu afasta-lo da corte confiando-o à guarda do conde de Abrantes.

Decisão precipitada por certo, pois D.Leonor ter-se-á sentido ofendida com a mudança, passando a antagonizar as tentativas que D.João fez para legalizar esse seu filho, junto da Santa Sé.

O certo é que nunca o conseguiu ao mesmo tempo que se consolidava a candidatura à sucessão no trono, do irmão da Rainha o Duque de Beja, D.Manuel, que passou a contar com o apoio incondicional da sua irmã.


domingo, 13 de abril de 2008

Início da construção do Hospital de Todos os Santos(1492)

Na manhã do dia 15 de Maio de 1492 foi lançada a primeira pedra da construção do Hospital Real de Todos os Santo, com a presença do rei D. João II

A direcção da obra, ficou a cargo do mestre arquitecto Diogo Boitaca, embora o projectista tenha sido o seu sogro Mateus Fernandes, principal responsável pela construção do mosteiro da Batalha.

A criação deste hospital foi o resultado da concentração de vários hospitais pequenos, que por terem também nomes de santos acabou este por ser denominado de Todos os Santos, mas como també foi construído com o apoio do Rei D. João II era também denominado de Hospital Real, mas ficou realmente conhecido na altura por Hospital dos Pobres, numa cidade de Lisboa que tinha nessa altura cerca de 60 mil habitantes.

O novo hospital, iria ser um Hospital do Renascimento semelhante a outros que estavam a surgirna Europa. Embora a importância do componente religioso continuasse presente – o altar da igreja estava situado no cruzeiro das três principais enfermarias para que os doentes acamados pudessem assistir aos ofícios

O Hospital de Todos os Santos, praticamente destruído, embora não totalmente quando do terramoto de 1755.

Ocupava toda a actual área da praça D. João I (Praça da Figueira), tendo por limites o Convento de S. Domingos a norte, a rua da Betesga a sul, rua do Borratém a nascente e a praça do Rossio a poente. Possivelmente no dia 1 de Novembro de 1755 o Hospital de Todos os Santos não estaria a funcionar em pleno, em virtude de um outro grande incêndio ocorrido em Agosto de 1750, que lhe destruiu 11 enfermarias e quase todas as áreas adjacentes.

O novo Hospital de Todos-os-Santos, que ficará no parque da Bela Vista e substituirá os hospitais S. José, Santa Marta, Capuchos, Desterro e Estefânia, em Lisboa, terá 789 camas, todas em quartos individuais. O concurso será lançado no início de 2008

Créditos: Heródoto