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segunda-feira, 10 de março de 2008

Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã em demanda de Preste João

Nem só a viagem marítima da descoberta, era o objectivo nacional. As viagens e a aventura era o meio para atingir outros fins uma deles a Índia, outro a exploração dessas novas terras de gente negra chamada África.

Nessa África enorme, havia o aliciante de descobrir o Reino do Preste João, cujas primeiras notícias chegaram à Europa em 1145, quando Hugo de Gebel, Bispo de uma colónia cristã no Líbano, informou o Papa da existência de um reino cristão situado "para lá da Pérsia e da Arménia", governado por um rei-sacerdote, que seria descendente de um dos Reis Magos.

Foi esse desafio que D.João II iniciou, quando convocou Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva,para encontrar esse Reino africano cristão.

Munidos das melhores cartas Mapa Mundi, que na época se podiam desenhar servindo-lhes de guia, cartas e crédito e várias oferendas, se fizerem à vida, no que seriam fundamentalmente um trabalho de exploração e de cautelosa espionagem, pelo que partiram discretamente de Santarém a 8 de Maio de 1487.

Entraram em África por Alexandria já disfarçados de mercadores, numa aventura também perigosa mas que no imediato e durante muitos anos não se soube nada desses dois espiões, em Portugal.


quarta-feira, 5 de março de 2008

Bartolomeu Dias dobra o cabo das Tormentas


Em Agosto de 1487 a coroa portuguesa retoma o curso do seu "investimento " pelo seguro, continuando a dar passos do tamanho da perna, não embarcando na aventura de Colombo, baseada também nos conhecimentos científicos adquiridos, nem em qualquer outra aventura menos seguro, como a que Fernando de Ulmo um colono flamengo dos Açores propusera a D.João II, descobrir terras para Ocidente, que o rei autorizou, mas sem dispêndio para a coroa, a expensas do próprio, razão porque não chegou a efectuar-se por falta de fundos.

Como disse em Agosto partiu então uma pequena frota comandada por Bartolomeu Dias, não para hipotéticas terras para Oeste, mas para grandes certezas a Oriente, com o objectivo bem definido de atingir a Índia.

Duas caravelas e um navio de abastecimentos, com Pêro de Alenquer como piloto, Diogo Dias irmão de Bartolomeu ao comando da naveta de abastecimentos e João Infante a comandar a segunda caravela.


A rota começou naturalmente por tocar nos pontos já conhecidos quer os referidos nas experiências de Diogo Cão e na ilha de São Tomé já anteriormente descoberta.


A viagem continuou para Sul, mas ventos fortes obrigam-nos a abandonar a rota costeira e a navegar de largo, terão navegado cerca de 300 léguas, com temporal até que voltaram a fundear numa enseada, onde voltaram a ver negros de cor parda e minguada estatura que pastoreavam rebanhos. (o rigor das anotações de Bartolomeu Dias permitiram um descrição perfeita dos acontecimentos).

Navegaram mais uns dias mas a costa que tinham como referência mudara de orientação, acompanhando a sua navegação para Nordeste.

Pressionado pela tripulação e pelo conselho de oficiais, foi contudo Bartolomeu Dias forçado a voltar para trás e só então visionaram o promontório de aspecto medonho, onde termina a África e que já haviam dobrado na primeira passagem, sem disso terem dado conta.

Cabo das Tormentas chamou-lhe Bartolomeu Dias e da Boa Esperança chamou-lhe o Rei, com a certeza que não haviam chegado à Índia, mas estavam no caminho dela.

Bartolomeu Dias regressou então a Portugal,em Dezembro de 1488,(a viagem havia durado 16 meses e meio) com a maior descrição. D.João II não o galardoou, nem houve na corte qualquer manifestação de regozijo que se reflectisse nas crónicas da época.

Ficou por esclarecer a impassibilidade de D.João II, perante a maior proeza náutica daqueles tempos, que abria o caminho da Índia

Também gostei deste post publicado no Funes