Nem só a viagem marítima da descoberta, era o objectivo nacional. As viagens e a aventura era o meio para atingir outros fins uma deles a Índia, outro a exploração dessas novas terras de gente negra chamada África.
Nessa África enorme, havia o aliciante de descobrir o Reino do Preste João, cujas primeiras notícias chegaram à Europa em 1145, quando Hugo de Gebel, Bispo de uma colónia cristã no Líbano, informou o Papa da existência de um reino cristão situado "para lá da Pérsia e da Arménia", governado por um rei-sacerdote, que seria descendente de um dos Reis Magos.
Foi esse desafio que D.João II iniciou, quando convocou Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva,para encontrar esse Reino africano cristão.
Munidos das melhores cartas Mapa Mundi, que na época se podiam desenhar servindo-lhes de guia, cartas e crédito e várias oferendas, se fizerem à vida, no que seriam fundamentalmente um trabalho de exploração e de cautelosa espionagem, pelo que partiram discretamente de Santarém a 8 de Maio de 1487.
Entraram em África por Alexandria já disfarçados de mercadores, numa aventura também perigosa mas que no imediato e durante muitos anos não se soube nada desses dois espiões, em Portugal.
As entradas neste blog, são pequenos apontamentos de estudo de factos acontecidos no País neste reinado(1481 a 1495)
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segunda-feira, 10 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Bartolomeu Dias dobra o cabo das Tormentas

Em Agosto de 1487 a coroa portuguesa retoma o curso do seu "investimento " pelo seguro, continuando a dar passos do tamanho da perna, não embarcando na aventura de Colombo, baseada também nos conhecimentos científicos adquiridos, nem em qualquer outra aventura menos seguro, como a que Fernando de Ulmo um colono flamengo dos Açores propusera a D.João II, descobrir terras para Ocidente, que o rei autorizou, mas sem dispêndio para a coroa, a expensas do próprio, razão porque não chegou a efectuar-se por falta de fundos.
Como disse em Agosto partiu então uma pequena frota comandada por Bartolomeu Dias, não para hipotéticas terras para Oeste, mas para grandes certezas a Oriente, com o objectivo bem definido de atingir a Índia.
Duas caravelas e um navio de abastecimentos, com Pêro de Alenquer como piloto, Diogo Dias irmão de Bartolomeu ao comando da naveta de abastecimentos e João Infante a comandar a segunda caravela.
A rota começou naturalmente por tocar nos pontos já conhecidos quer os referidos nas experiências de Diogo Cão e na ilha de São Tomé já anteriormente descoberta.
A viagem continuou para Sul, mas ventos fortes obrigam-nos a abandonar a rota costeira e a navegar de largo, terão navegado cerca de 300 léguas, com temporal até que voltaram a fundear numa enseada, onde voltaram a ver negros de cor parda e minguada estatura que pastoreavam rebanhos. (o rigor das anotações de Bartolomeu Dias permitiram um descrição perfeita dos acontecimentos).
Navegaram mais uns dias mas a costa que tinham como referência mudara de orientação, acompanhando a sua navegação para Nordeste.
Pressionado pela tripulação e pelo conselho de oficiais, foi contudo Bartolomeu Dias forçado a voltar para trás e só então visionaram o promontório de aspecto medonho, onde termina a África e que já haviam dobrado na primeira passagem, sem disso terem dado conta.
Cabo das Tormentas chamou-lhe Bartolomeu Dias e da Boa Esperança chamou-lhe o Rei, com a certeza que não haviam chegado à Índia, mas estavam no caminho dela.
Bartolomeu Dias regressou então a Portugal,em Dezembro de 1488,(a viagem havia durado 16 meses e meio) com a maior descrição. D.João II não o galardoou, nem houve na corte qualquer manifestação de regozijo que se reflectisse nas crónicas da época.
Ficou por esclarecer a impassibilidade de D.João II, perante a maior proeza náutica daqueles tempos, que abria o caminho da Índia
Também gostei deste post publicado no Funes
Como disse em Agosto partiu então uma pequena frota comandada por Bartolomeu Dias, não para hipotéticas terras para Oeste, mas para grandes certezas a Oriente, com o objectivo bem definido de atingir a Índia.
Duas caravelas e um navio de abastecimentos, com Pêro de Alenquer como piloto, Diogo Dias irmão de Bartolomeu ao comando da naveta de abastecimentos e João Infante a comandar a segunda caravela.
A rota começou naturalmente por tocar nos pontos já conhecidos quer os referidos nas experiências de Diogo Cão e na ilha de São Tomé já anteriormente descoberta.
A viagem continuou para Sul, mas ventos fortes obrigam-nos a abandonar a rota costeira e a navegar de largo, terão navegado cerca de 300 léguas, com temporal até que voltaram a fundear numa enseada, onde voltaram a ver negros de cor parda e minguada estatura que pastoreavam rebanhos. (o rigor das anotações de Bartolomeu Dias permitiram um descrição perfeita dos acontecimentos).
Navegaram mais uns dias mas a costa que tinham como referência mudara de orientação, acompanhando a sua navegação para Nordeste.
Pressionado pela tripulação e pelo conselho de oficiais, foi contudo Bartolomeu Dias forçado a voltar para trás e só então visionaram o promontório de aspecto medonho, onde termina a África e que já haviam dobrado na primeira passagem, sem disso terem dado conta.
Cabo das Tormentas chamou-lhe Bartolomeu Dias e da Boa Esperança chamou-lhe o Rei, com a certeza que não haviam chegado à Índia, mas estavam no caminho dela.
Bartolomeu Dias regressou então a Portugal,em Dezembro de 1488,(a viagem havia durado 16 meses e meio) com a maior descrição. D.João II não o galardoou, nem houve na corte qualquer manifestação de regozijo que se reflectisse nas crónicas da época.
Ficou por esclarecer a impassibilidade de D.João II, perante a maior proeza náutica daqueles tempos, que abria o caminho da Índia
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