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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A casa dos Escravos

A escravidão era praticada há muito tempo entre os africanos - e os árabes já negociavam escravos negros em todo Mediterrâneo desde o século 8. Mas com a introdução do ferro e do cavalo pelos portugueses, o comércio escravista aumentou muito na África.

Povos guerreiros africanos, como os jagas, passaram a capturar membros de outros povos, para obter os produtos portugueses. E quanto mais ferro e cavalos esses guerreiros obtinham, mais tinham força para conquista - e, dessa forma, mais escravos entregavam aos portugueses. Para se ter uma idéia, 1 cavalo equivalia a 20 escravos.

Não demorou muito tempo para que a venda de escravos se transformasse no mais importante negócio de Portugal. Em 1486, a coroa portuguesa fundou a Casa dos Escravos, ligada à Casa da Mina, garantindo para si todo o controle do comércio imperial.

Instituição fundada em Lisboa, sob a autoridade de D. Henrique , o tráfico luso-africano e receber as rendas anuais que eram pagas em escravos ou em géneros.

Assim, de 1469 a 1475 este tráfico foi entregue a vários homens dos quais se destaca Fernão Gomes, um dos principais comerciantes de Lisboa, em troca do pagamento anual de uma renda e da promoção e apoio à descoberta e exploração de terras ao longo da costa ocidental africana.

Este tráfico tornou-se mais intenso quando foram celebrados os contratos onde se destacou Bartolomeu Marchione, um banqueiro florentino residente em Lisboa, entre 1486 e 1495, que tinha largos interesses no comércio do açúcar da Madeira e que participou na organização financeira de muitas expedições, entre as quais se destaca a de Pedro Álvares Cabral, em 1500.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tratado entre D. João II e os habitantes de Azamour.

Em 16 de Agosto de 1486 foi ratificado um tratado assinado entre D.João II e os habitantes de Azamor.

Azamor é uma cidade situada na margem esquerda do rio Morbeia, a cerca de dez quilómetros da antiga Mazagão, no norte do Marrocos.

Embora dependente do rei de Fez, constituía-se numa povoação comercial bastante dinâmica.

Reputada pela excelência de seu porto fluvial, em 1486, devido à instabilidade política regional, os seus habitantes pediram a protecção do rei D. João II , de quem se tornaram vassalos e tributários.

O tributo anual era de dez mil sáveis, peixe abundante naquele rio, permitindo o estabelecimento de uma feitoria. Como primeiro feitor foi escolhido o escudeiro Martim Reinel, que já lá se encontrava em função da negociação do acordo, cujas funções exerceu até 1501.