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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A 2ª viagem de Diogo Cão(1485)

Diogo Cão voltou a partir no início de 1485, com o plano de eventualmente ir até ao Índico, recolhendo de caminho os portugueses que havia deixado no Zaire (ver relato da 1ª viagem) e repatriaria os quatros pretos que havia trazido, com todas as honras e luxos, prometendo voltar no regresso.

Prosseguiu ao longo da costa de África para Sul, até ao Cabo da Cruz na que é hoje a Namíbia e onde Diogo Cão plantou o segundo e último dos padrões que havia levado de Lisboa. Padrão esse descoberto 400 anos depois quase intacto, com a seguinte inscrição "Cabo da Cruz. Na era da criação do mundo de 6685 e de Cristo de 1485 o excelente e esclarecido Rei Dom João II de Portugal mandou descobrir esta terra e colocar este padrão por Diogo Cão, cavaleiro de sua casa".

No regresso como prometido Diogo Cão volta a parar no Congo, navegam no rio Zaire, subindo o curso do rio até as cataratas do Yelala, atingindo o extremo navegável do rio. Por outro, a penetração terrestre em direcção a Mbanza Kongo, que mais tarde seria rebaptizada de São Salvador.

Voltando a descer o rio, visita o Rei do Congo, que foi um êxito enorme, pela forma como tinham sido tratados os negros que tinham estado em Portugal e a descrição que fizeram do reino de Portugal.

Na volta a Portugal, foi a vez do Mani Congo mandar sua embaixada a D. João II. Junto dos presentes, pedia "que lhe mandassem logo frades e clérigos e todas as coisas necessárias para ele e os de seus reinos recebessem a água do baptismo", solicitando igualmente o envio de pedreiros, carpinteiros e lavradores que ensinassem em seus reinos a tratar da terra, mulheres para ensinarem a amassar pão, "porque levaria muito contentamento por amor dele que as coisas do seu reino se parecessem com Portugal".

Com Diogo Cão de regresso a Portugal o Mani Congo, regressou Caçuta, um dos pretos que originariamente visitaram Portugal e que foi por certo o primeiro embaixador do Congo em Portugal. Trazia a indicação de que se deveria baptizar, o que aconteceu recebendo o nome cristão de João Silva.

Caçuta foi recebido com todas as honras, mas de Diogo Cão nunca mais se ouviu falar, os cronistas fazem dele um silêncio sepulcral. Terá caído em desgraça junto de D.João II ? Terá morrido na viagem de regresso ? Nunca se soube ao certo o que teria acontecido

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Acontecimentos no ano de 1482


  • Fevereiro,28-Renovação por Portugal dos tratados assinados por D.João I com a Inglaterra.
A D.João II interessa, para além da expressão do desenvolvimento do plano das descobertas, garantir a segurança da navegação no Atlântico. Foi pois nesse sentido que foi enviada uma delegação a Inglaterra, com o objectivo de confirmar junto da coroa inglesa, as alianças antigas estabelecidas no tempo de D.João I.
A Inglaterra viria a confirmar em Setembro deste mesmo ano, as alianças anteriores.
  • Partida de Lisboa de Diogo Cão.
Diogo Cão pensa-se que nascido em Vila Real, já era um navegador experiente e conhecedor da navegação nas costas da Guiné, foi escolhido para nova aventura. Ainda existe alguma controversa, acerca do número de viagens comandadas por Diogo Cão, mas parece incontestável, e saída de duas caravelas de Lisboa nos primeiros meses deste ano.

Passando o limite das anteriores viagens, o cabo de Santa Catarina, teriam explorado a costa até ao rio Zaire, implantando na sua margem o padrão de São Jorge.

Após ter enviado emissários a um grande rei congolês Nzinga-a-Nkuwu, a expedição prossegue viagem até ao cabo Lobo (actualmente de Santa Maria), onde terá colocado o padrão de Santo Agostinho.

De regresso a armada volta a para na foz do Zaire, na tentativa infrutífera de recolha dos emissários, capturando então alguns autóctones .

Estaria de volta em 1484, após ter descoberto a ilha de Ano Bom

Diogo Cão, introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas.

  • Novembro-Cortes de Santarém.
Onde foi estabelecida a criação dum imposto de 50 milhões de reais, para pagamento das dívidas de D.Afonso V, para cuja a conrança se fez o regimento no ano seguinte em Fevereiro.